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Foto: Divulgação
                                                          

Rio de Janeiro registra primeira união entre um homem e duas mulheres

Por Lagoa Show,
Sabado, 5 de março de 2016   Atualização: 04:38

Leandro Jonattan da Silva Sampaio, de 33 anos, se uniu oficialmente a duas mulheres na sexta-feira passada (1º), no 15º Ofício de Notas, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Trata-se do primeiro trio – formado por um homem e duas mulheres – a formalizar a união estável poliafetiva no estado. Para Leandro, dividir a vida com duas mulheres – a desempregada Thais Souza de Oliveira, de 21 anos, e a agente de negócios Yasmin Nepomuceno da Cruz, de 21 anos – é uma questão de hábito e maturidade. São três mulheres, já que ele tem uma filha biológica de 2 anos com Thais.

Bem tranquilo, o funcionário conta que já tinha experiência com relacionamento múltiplo. Ele e a mulher com quem foi casado por 11 anos já se envolviam com outras pessoas, até que há cinco anos ele conheceu Thais. Leandro expôs a situação, contou que era casado, e a jovem topou encarar o relacionamento a três. O convívio durou dois anos. 

Mas a relação entre ele e Thais logo ganhou uma nova integrante. Cerca de um mês depois da separação da primeira mulher, em setembro de 2013, ele conheceu Yasmin. Conversa vai, conversa vem, ela contou que já tinha se relacionado com mulheres, e ele a convidou para integrar a sua nova família. “Ela disse que tinha curiosidade de saber como era essa relação e veio morar com a gente. Foi um processo muito natural. E hoje já estamos os três juntos há dois anos e meio. Não vou dizer que não há confronto. São pessoas com gostos diferentes, que pensam diferente, mas nos entendemos muito bem. Tudo é uma questão de saber ceder (...) Rola ciúmes externos, de gente da minha faculdade, por exemplo”, diz Leandro, que cursa psicologia.

Ele conta que tudo na pequena casa, de apenas um quarto, em Madureira, no Subúrbio do Rio, é dividido, mas não com o rigor de 50% para cada uma. Todos têm tarefas. “Não é porque dei um beijo em uma que a outra também tem de ganhar um beijo. Não é assim que funciona. Mas procuro ser o mais justo possível com elas”, explica o funcionário. Agora, depois da união oficializada, e da lua de mel curtida no fim de semana em Miguel Pereira, no Sul Fluminense, os três vão esperar a situação financeira se estabilizar para pensar em mais um filho.

“Também espero, ainda em breve, conseguir juntar as famílias. A minha família, que é evangélica, depois de uma década já se acostumou com meu relacionamento. Minha mãe, quando soube da oficialização da união, me desejou boa sorte. Conheço cada família e sei que são pessoas maravilhosas, mas elas ainda não aceitam bem nossa união”, lamentou Leandro.

“Queria muito oficializar a união por dois motivos: para dar segurança ao nosso relacionamento no que diz respeito a questões previdenciárias, de plano de saúde, e tornar a nossa união legal, e também por uma questão ideológica, de mostrar que o diferente também pode ser legal e tem de ser respeitado, tem direitos e deveres”, enfatizou.

Mesmo com a união oficializada entre os três, Leandro diz que o relacionamento não está livre de que mais uma pessoa integre a família. Mas, como heterossexual, diz que isso só será possível com uma mulher. Homem nem pensar. “As meninas se curtem, então entrar uma outra mulher, não feriria ninguém. Mas sou hétero. Um outro homem não seria legal, iria causar desconforto. Não é preconceito, mas uma questão de gosto. E eu não gosto”, concluiu Leandro.  


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