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Foto: Divulgação
                                                          

Homem é linchado por população após boato falso no WhatsApp

Por Lagoa Show,
Quinta-feira, 6 de abril de 2017    Atualização: 04:38

Um homem foi espancado nesta quarta-feira (5) após um boato falso ser compartilhado por internautas no WhatsApp. Uma mulher que também estava com ele foi agredida e ambos ficaram com ferimentos. De acordo com informações, imagens de Luiz Aureo de Paula e Pamela Martins, moradores de Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, passaram a circular nas redes sociais com fotos da placa do carro em que estavam.

O linchamento começou quando Luiz teria ido falar com uma mulher, que passou a achar que ele estivesse tentando roubar seu filho. Na hora da confusão, o homem teve se refugiar numa padaria, no entanto, ele foi cercado e depredado por centenas de pessoas e ainda teve o carro queimado pela população.

"Me empurraram pra fora da padaria me agredindo, pegaram a pessoa que tava dentro do carro e bateram nela. Eu tentei defender a pessoa, eles montaram em cima de mim... jogaram uma pedra em mim. Aí eu tentei me defender de todas as formas. Quando e vi que soltaram a pessoa que tava no carro, eu corri pra dentro da padaria pedindo socorro. Aí o pessoal da padaria ligou pra polícia pedindo socorro", disse.

O casal só não foi morto por causa da intervenção da Guarda Municipal e da Polícia Militar. "Tinha umas mil pessoas do lado de fora falando que iam me matar por causa dessa porcaria desse WhatsApp, que está incriminando e matando as pessoas sem culpa. Eu estou morto de vergonha da minha esposa e da minha família por estar passando por uma situação dessas. Nem um cachorro, nem os piores bandidos do mundo merecem passar pelo que estou passando hoje", dissse emocionado.

O caso foi registrado na 118°DP como dano material e lesão corporal e a polícia vai tentar identificar os agressores. A mulher que incendiou o carro foi presa em flagrante.

"A gente partiu pra lá e conseguiu isolar, defendeu o senhor até porque era só suspeita, não tinha nenhuma acusação. O ânimo lá tava de ódio. Tava querendo pegar o casal para fazer um linchamento. Provavelmente ia acontecer um homicídio lá, eles iam matar o casal. Era um clima muito de ódio", explica Alex Silvestre, subcomandante da Guarda Municipal em Araruama. A vítima, emocionada, falou sobre a atitude tomada pela população após o boato".

"Tentaram matar um homem trabalhador. O pessoal queria me linchar a troco de que? Eu não fiz nada de errado. Eu simplesmente tô trabalhando... trabalhando honestamente e ser abordado por homens desconhecidos e ser detonado na sociedade, nas redes sociais a troco de que? Eu pensei que ia morrer ", desabafou.
 

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